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Sobreviver Sociedade da NeveSobreviver é a principal mensagem do filme  A Sociedade da Neve (que está na Netflix e e você ainda não viu talvez tenha visto o burburinho na internet). É impossível não sentir um nó no estômago. Ver garotos de 20 anos tendo que decidir entre morrer de fome ou se alimentar dos corpos dos melhores amigos é o tipo de coisa que faz a gente repensar todos os nossos “grandes problemas” de segunda-feira.

Mas o filme acaba no resgate. Os helicópteros chegam, a música sobe, eles estão magros, sujos e salvos. Fim.

Só que a vida real não tem cortes. A vida real continua na terça-feira seguinte. E é no pós-filme que está a verdadeira lição para você, que sente que está improvisando a vida adulta sem saber direito o que está fazendo.

O que acontece quando você sobrevive ao impossível?

Ninguém avisou para aqueles garotos que o avião ia cair. Ninguém deu um manual de “O que fazer se você ficar preso nos Andes a -30°C”. Eles tiveram que escrever as regras enquanto jogavam. Tiveram que inventar uma nova moralidade, uma nova sociedade, do zero.

Se isso soa familiar, é porque é exatamente o que você faz todo dia (em uma escala menos gelada, esperamos).

Depois do resgate, o mundo esperava que eles fossem garotos quebrados. Traumatizados. “Os canibais dos Andes”. A imprensa internacional foi cruel, estampando manchetes sensacionalistas focadas apenas no horror da carne humana. Eles foram julgados por gente que nunca passou um dia sem almoço.

Mas sabe o que aconteceu?

Eles não quebraram.

Roberto Canessa, o estudante de medicina que caminhou 10 dias pelas montanhas para buscar ajuda, não parou ali. Ele se tornou um dos cardiologistas pediátricos mais respeitados do mundo. Ele literalmente dedicou a vida a salvar corações de crianças, talvez para compensar os corações que pararam de bater ao lado dele na montanha.

Nando Parrado, que perdeu a mãe e a irmã no acidente e ficou em coma, virou empresário, apresentador de TV e palestrante. Ele não escondeu o passado; ele o usou como combustível.

Eles não se esconderam em vergonha. Pelo contrário: todos os anos, no dia 22 de dezembro (a data do resgate), os sobreviventes se reúnem. Não para chorar pelos mortos, mas para celebrar a vida. Para celebrar o fato de que “chegaram vivos”.

A absolvição que veio de onde menos se esperava

Uma das maiores angústias deles na montanha era o julgamento divino. “Será que Deus vai nos perdoar por comer nossos amigos?”.

Quando voltaram, a resposta veio da forma mais acolhedora possível. A Igreja Católica não os condenou. Pelo contrário, houve um entendimento teológico de que aquilo não era pecado. Não era gula, nem desrespeito. Era comunhão. Era a vida servindo à vida. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos”, foi a frase que muitos ouviram de padres para acalmar suas consciências.

Enquanto tabloides ingleses gritavam “Horror!”, a imprensa brasileira e uruguaia foi muito mais humana. Acolheu os garotos como o milagre que eles eram. O Uruguai não viu monstros; viu filhos que voltaram para casa contra todas as estatísticas.

Você também está nos seus próprios Andes

Talvez seu avião não tenha caído numa geleira. Mas você tem seus próprios desastres. Tem o relacionamento que acabou do nada. A demissão que você não viu chegar. O luto que parece que nunca vai passar. A sensação de estar perdido, com frio, sem saber se o resgate vem.

A lição da Sociedade da Neve é brutal, mas necessária: ninguém vai vir te salvar se você não começar a caminhar.

Eles esperaram o resgate por 10 dias. Quando ouviram no rádio que as buscas tinham sido canceladas, o mundo deles caiu. Mas foi ali que a sobrevivência real começou. Foi quando eles entenderam que o “manual” não existia e que eles teriam que se salvar sozinhos.

Você não é fraco por se sentir perdido. Você não é errado por ter que tomar decisões difíceis para sobreviver emocionalmente. Você só chegou aqui sem aviso prévio.

Se ninguém te avisou antes, agora você sabe

A história desses sobreviventes é a prova máxima de que a gente aprende apanhando. Mas você não precisa passar por tudo sozinho e no escuro.

Se você sente que está improvisando a vida adulta e quer entender melhor como lidar com o caos, sem precisar cair de um avião para isso,  eu escrevemos algo para você.

No livro, “Alguém deveria ter te avisado”, reuimos 30 conselhos honestos sobre as quedas, os traumas e as vitórias silenciosas da vida adulta. É o manual que faltou na sua mochila.

Não espere o resgate. Comece a caminhar.

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